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O Processo Criativo na abordagem do Design Thinking



O processo criativo na abordagem do design thinking (DT) pode ser divida em dois grandes estágios: O QUE FAZER (imersão e análise) e COMO FAZER (ideação e prototipação). De forma geral, o processo criativo conta com dois grandes fluxos de criação: DIVERGÊNCIA E CONVERGÊNCIA. Estes movimentos fazem a abordagem do design thinking também ser chamada de Double Diamond.


Em um recorte histórico é possível observar que Graham Wallas, pesquisador da criatividade, já trabalhava com o pensamento de que os atos criativos são oriundos de um processo de quatro estapas: preparação ( DT = imersão), incubação (DT = análise) , iluminação (DT = ideação) e validação (DT = prototipação) .


Mas qual a importância da divergência e convergência no processo criativo? E o que isso importa para você?


Primeiro é para te afirmar: todo mundo nasce criativo! Você é ma pessoa criativa, o que pode estar impedindo sua criatividade de fluir são bloqueis e crenças disfuncionais!


Toda grande ideia nasce por meio de um processo! Entender em qual estágio do processo criativo você se encontra, torna muito mais fácil escolher quais as melhores ferramentas usar para quebrar possíveis bloqueios criativos!


Vamos entender:


01 - O QUE FAZER

  • Preparação: Momento para reunir fatos e ideias existentes acerca do problema e pensar de modo a buscar todas as perspectivas possíveis a seu respeito.

Ferramentas úteis para esta etapa:

  • Pesquisas exploratórias

  • Mapeamento de informações

  • Compreensão de normativas, leis, cultura e comportamento

  • Levantamento dos atores envolvidos

  • Mercado e tendências sobre o tema

  • Estudo de espaço


  • Incubação: Distanciamento e relaxamento. Aqui a ideia é realizar atividades lúdicas para desviar o pensamento direto do projeto que está sendo realizado.

Ferramentas úteis para esta etapa:


02 - COMO FAZER

  • Iluminação (insight repentino): Quando menos se espera algo novo no ambiente vai desencadear a iluminação do insight / ideia.

Ferramentas úteis para esta etapa:

  • Processo Criativo

  • Pesquisa visual

  • Mapas mentais

  • Estudo de caso

  • Conexões forçadas

  • Colaboração

  • Brainwrite


  • Validação: Momento de avaliação dos insights obtidos, prototipação e verificação de viabilidade da ideia. Antecede a execução - é o momento onde a ideia encontra a forma.

Ferramentas úteis para esta etapa:

  • Kit de peças - combinatividade

  • Leve a questão para rua

  • Projeto Piloto

  • Coleta de feedback

  • Retroalimentação de informações



Fragmento extraído do artigo: O que torna o Design Thinking tão poderoso



ESTÁGIO 01 - O QUE FAZER


Neste momento, direcionamos nossa curiosidade e criatividade para pesquisar e investigar as causas do problema, de modo a identificar qual é a parte do problema que faz sentido ser trabalhada. Veja aqui uma dica para turbinar seu processo de pesquisa!

Vamos fragmentar o problema para compreender suas partes de forma isolada, mas sem perder o olhar do todo. Nesta etapa nosso pensamento começa a trilhar um caminho de distanciamento ou divergência.


A maioria de nós reage conscientemente a associação. Ao ler um livro, uma revista, a assistir um filme ou ouvir uma música, tomamos notas para referências futuras (construção de portfólio referencial). Estas associações conscientes geram contribuições fragmentárias para uma explosão criativa.


Este abastecimento de informações dentro do processo criativo corresponde à etapa de preparação. Neste momento precisamos começar a provocar esta tensão criativa.


Nosso pensamento agora irá conflitar pensamentos entre o nosso imaginário (campo da fantasia) e a realidade (campo do que é viável).Veja que o mapa mental não vai lhe trazer a solução do problema, mas vai lhe permitir a impregnação.


Ele é uma ótima ferramenta para começar o aquecimento de um grupo criativo!

Independente do estilo e da técnica criativa, ambas tem três etapas em comum que buscam promover a quebra do pensamento para nos conduzir o olhar para outras perspectivas até então não exploradas, que são: impregnação, divergência (distanciamento), convergência (cruzamento).


É comum que na etapa de divergência do processo criativo aconteça um certo distanciamento das limitações do problema (o escopo de projeto). Então para ajudar com isso temos um momento de impregnação. Esta etapa nos prepara para nos tornarmos obcecados pelo problema!


A impregnação não é o mesmo que compreender de forma racional o problema, mas sim criar um registro na nossa memória dos traços mais marcantes do problema, que ao longo do processo irá nos manter alerta em caso de nos depararmos com alguma possível solução.


Na linguagem associativa um método que ajuda muito na impregnação do problema são os mapas mentais (eu uso este App p/ fazer mapas mentais!) pois nossa memória não se organiza de forma linear e sim associativa!


Ao construir um mapa mental é bem possível que cada ideia se desdobre em uma enorme quantidade de associações, que novamente podem ser conectadas com outras ideias já registradas de forma muito mais rápida, pois sua forma visual dos registros facilita o fluxo de de conexões para novas ideias.

Veja que o mapa mental não vai lhe trazer a solução do problema, mas vai lhe permitir a impregnação. Ele é uma ótima ferramenta para começar o aquecimento de um grupo criativo!


O distanciamento ou divergência acontece quando aplicamos as técnicas de criatividade para produzir estímulos imaginários, que em um segundo momento serão alimento para gerar as ideias. Este é o ponto onde é fundamental que o julgamento esteja desligado para não asfixiar nenhum palpite precocemente.

Já o cruzamento ou convergência é quando começamos a cruzar as informações e colidir um insight com o outro com o objetivo de gerar a tensão criativa, o conflito entre o imaginário e o real. Começa aqui um processo de reorganização de informações!




ESTÁGIO 02 - COMO FAZER


É onde usamos a criatividade para buscar a solução. É a hora de gerar ideias e conceitos que serão validados na etapa da prototipação.

Nesta etapa do processo começamos a cruzar as informações adquiridas e insights gerados até então. É hora de chamar a razão para brincar junto da criatividade e dar início no caminho de convergência, que vai do campo imaginário para o real. É um movimento de escolhas para vermos quais ideias irão para a prototipagem.


Todo este movimento entre as etapas do processo criativo não são lineares, é praticamente circular, pois a cada passo para frente temos uma nova rodada de aprendizagem e isto segue retroalimenta a criatividade para buscar novas possibilidades de melhoria do projeto em questão.


A mecânica da Gestalt neste estágio é o movimento de reorganização e combinação das informações até que a grande ideia se revele, correspondendo a etapa de iluminação. Recombinar informações até chegar a uma nova forma com elas.


Que tal começar a se aventurar em um processo criativo?


No universo do design tudo começa com um problema! Entenda aqui problema como: qualquer situação que apresenta oportunidades para mudanças e melhorias.


A primeira coisa a se ter em mente para iniciar o processo ideativo, é nos prepararmos para a jornada de criação. Na etapa de imersão ou exploração, nos impregnamos sobre tudo que é relacionado ao universo do problema.


Vou deixar aqui um checklist das primeiras ações que faço para orientar minhas estratégias de pesquisa:

  • Reunião de conhecimentos prévios;

  • Aquisição de habilidades específicas e informações;

  • Descoberta da causa raiz;

  • Imersão no contexto do problema - o que gerou a causa raiz?

Acredito que o maior desafio nesta etapa do processo para pensar de forma criativa é desenvolver a habilidade de assimilar informações sem julgá-las.


Para pensar como um designer é necessário julgar menos e analisar mais!

Nessa empreitada empatia é fundamental. Pois todo o processo se concentra em observar e considerar todas as perspectivas e comportamentos dos envolvidos no contexto analisado!


Principalmente se estiver fazendo uma jornada de Life Design, que é quando processo de criação é direcionado para melhorar algo em você mesmo! Temos a tendência a ser mais rígidos e críticos com nós mesmos. O design thinking é uma excelente abordagem para criar mudanças na carreira para quem quer inovar e se destacar profissionalmente! Veja mais sobre isso neste artigo aqui!


Ter isso claro nesta etapa do processo criativo ajuda muito a compreender as emoções e crenças que podem limitar ou impulsionar nossa possível solução ao problema!


Lembre-se sempre de que não só as crenças das pessoas que irão usar sua proposta de solução, mas suas próprias crenças e emoções terão influências em seu processo criativo!

Muitos dos bloqueios criativos nascem de crenças disfuncionais!



#Criatividade #ProcessoCriativo




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