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Criatividade para resolver problemas


Criação, de acordo com o dicionário é o fruto do ato de criar, resultado da ação de seu criador a partir do nada. Mas será que tudo que é criado é criativo? Será que todo criador é um criativo?


Alguns estudiosos sobre o tema da criatividade acreditam que não, que nem tudo que é criado é uma solução criativa e nem todo criador, apesar de ter a criatividade como habilidade inata necessariamente está usando sua criatividade. Kevin Ashton autor do livro A História Secreta da Criatividade, acredita que nem tudo que criamos é resultado de um pensamento criativo.


Para ele, qualquer coisa que exista a partir da intervenção humana construída com um propósito em mente é invenção, criação, é novidade. Nossos ancestrais, os Homo Habilis, Homo Erectus e até mesmo o Homo Sapiens assim como outras espécies também utilizavam ferramentas como pedras pontudas para cortar frutos e carnes, e machados para os ajudar com tarefas e a caça de alimentos. Mas para Ashton isto ainda não é fruto do pensamento ou da criatividade, mas sim uma criação concebida por instinto.


A criatividade, segundo o autor seria reconhecida a partir do Homo Sapiens Sapiens, uma subespécie do Homo Sapiens, que por suas habilidades altamente desenvolvidas podiam dominar melhor a natureza e assim adaptá-la ao seu modo de vida. O significado do nome dado a essa subespécie é “homem que sabe o que sabe”, o que faz referência à principal característica desses seres: o pensamento.


A partir deste momento surge um salto de evolução e aperfeiçoamento das ferramentas utilizadas por estes seres. Por meio da observação e do pensamento do Homo Sapiens Sapiens, nasce a intencionalidade do “Eu posso melhorar isso”. Para Ashton, o que nos define como espécie diferente e dominante é nossa capacidade de inovar. Basicamente nossa capacidade de modificar qualquer coisa.


Somos impelidos a melhorar as coisas. O autor defende que a criação não surge do nada, ou de saltos de percepção, mas sim do resultado de muito trabalho composto por uma série de incrementos, ou seja, mudanças pequenas e constantes.


O pensamento criativo nada mais é do que um tipo especial de comportamento para a solução de problemas.

Conforme a evolução das pesquisas a respeito da construção e manifestação do raciocínio humano, evidências de que a criatividade é realmente uma habilidade inata ao ser humano fazem cair por terra ideias equivocadas de que o ato da criação era resultado do homem ter a presença de um gênio (entidade divina) lhe revelando as ideias ou o fato do próprio homem ser um ser iluminado pelo divino, onde aqui ele passaria a ser o gênio.


Dentro desta esfera de pensamento, muitos autores compartilham inúmeros recortes de estudos sobre criatividade que corroboram com a teoria de que a criatividade requer consciência como entidade causal, livre arbítrio e liberdade de escolha. Entre eles estão os de Amit Goswami e José Predebon, que trazem o conceito de consciência como a capacidade de respostas a estímulos. Para os autores, esta capacidade de respostas a estímulos está presente até em níveis atômicos, não ficando somente como exclusividade de nós humanos, como mostra a figura abaixo:



GRAU DE CONSCIÊNCIA



  • Uma rocha conterá menos consciência que uma planta ou um leão. Deixando à rocha um menor grau de controle obre seu meio ambiente, um número menor de respostas possíveis - menor livre arbítrio.

  1. O leão possui a consciência necessária de controlar seu ambiente porém dentro do que cabe ao seu instinto. Ele pode escolher e planejar seu jantar dentro de um número de respostas possívieis - pois você não deve ter ouvido falar em leões vegetarianos.

  • Já o ser humano usufrui de um grau de consciência mais refinado, podendo ele controlar e criar seu próprio ambiente. Não se tratando assim somente na liberdade de escolhas mas também no desenvolvimento da capacidade de raciocinar mais complexamente e construtivamente.


Este movimento no nível de impacto da resposta ao estímulo, que gera a possibilidade de interação (ou não - livre-arbítrio) acaba se tornando a base do que conhecemos por desenvolvimento. Quanto maior for a evolução dessa consciência, maior será a nossa capacidade de raciocinar mais complexamente e construtivamente. Neste contexto a criatividade vem a ser a capacidade de respostas refinadas a estímulos sutis.


Amit e Predebon trazem um pensamento muito coerente e sintetizado para conceituar a criatividade, como a competência de raciocinar construtivamente, que requisita a capacidade de processar significado, envolve emoção. Que diz respeito a descobrir ou inventar um novo significado de valor em um novo contexto.


Podemos aqui compreender a importância do conhecimento de nossa configuração mental para termos a clareza de quais são hábitos e comportamentos que podem fazer impedimento ao exercício da criatividade e da capacidade de se colocar aberto para o novo. Partindo de conhecimento ou autoconhecimento, é possível estabelecer um ponto de partida para a compreensão de quais hábitos, crenças e valores que podem impedir o exercício da criatividade.



A criatividade é uma grande aliada para enfrentar momentos difíceis. Você procura exercitar sua criatividade em momentos de crise para criar oportunidades? Você dedica tempo para desenvolver sua criatividade, logo aumentar sua habilidade para resolver problemas?


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