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Aprenda um cometer erros para gerar aprendizado e inovação



Se você deve ter ouvido muitas vezes estes três termos em eventos de inovação: startup, inovação e abordagem ao erro.

E vai continuar ouvindo porque faz sentido. MAS, você sabe cometer erros? Você consegue compreender a origem de um erro para então o corrigir e dele obter algum aprendizado?

Recentemente estive em um evento muito bacana que debatia sobre as abordagens e metodologias aplicadas nas startups na intenção de promover e fomentar inovação. Uma questão que foi muito pontuada é a que se refere ao erro no processo da busca por inovação.

Veja que quando estamos trabalhando para gerar inovação ou implantar algo inovador dentro de um processo já consolidado e linear, quase não existe parâmetros com que se referenciar, é como dirigir em uma estrada com neblina fechada. Tem momentos em que navegamos rodeados de algumas incertezas, portanto na busca do acerto, erros acontecerão ao longo do caminho. Isso é natural.

O erro é um fator presente no processo de inovação. E em qualquer outra atividade que que seja nova para você! Dele construímos aprendizado para corrigir a rota do projeto e pescar novas insights. Até aí você já deve ter ouvido falar sobre isso, estou certa? Mas ok, mesmo fazendo parte, mesmo muita gente sabendo que isso faz parte, quantas pessoas realmente compreendem isso? Fiquei com isso na cabeça e senti necessidade de compartilhar isso para saber se isso faz sentido para você também. Já pensou que existe um jeito certo para errar?

No design, dentro do processo projetual o erro é previsto e trabalhado como gerador de aprendizagem, gerador de novos insights e como orientador (ou não) da readequação dos requisitos projetuais /pesquisa quando identificado na etapa validação conceitual (prototipação). Quando o erro é identificado na etapa de briefing, ou seja, na etapa de diagnóstico do cenário onde o designer irá atuar, o erro é visto como falha de processo.

O erro de processo é analisado pelo prisma do pensamento sistêmico do design, que busca identificar dentro do sistema onde é que erro está acontecendo para atacar a causa do problema (erro de processo) e não o sintoma provocado (resultado indesejado).

Perceba que do ambiente do designer o erro é visto com naturalidade, porque o profissional de design é treinado para reconhecer o erro e trabalhar com ele dentro de cenários com riscos calculados. Caso contrário, o profissional seria um inconsequente!

De modo geral, em todos os segmentos de mercado precisamos incentivar uma virada de chave, uma transição para um novo mindset que abrace o erro como parte do processo. Que as pessoas possam identificar o erro sem ter que se preocupar com uma caça em busca de culpados. Isto só piora a situação, pois este sentimento de medo pode instigar as pessoas a se omitirem e esconder as falhas.

E então, como fazer isso em um mundo onde é exaltada a eficiência e o acerto? Você errou, e agora? O que fazer com essas informações? Como extrair o aprendizado? Como compartilhar esse aprendizado? Como registrar este aprendizado para que outras pessoas não necessitem cometer esse mesmo erro novamente? Como saber se estamos corrigindo o processo e não somente atacando superficialmente o sintoma? No seu ambiente de trabalho, você teria coragem de sugerir algo para estas questões ou teme por retaliações?

A baixa produtividade de um serviço / equipe por exemplo, está acontecendo em razão de desleixo? Por acúmulo de tarefas? Será que o profissional por mais competências técnicas que tenha, tem também perfil comportamental para exercer aquela atividade? Será que tem perfil para empreender esse tipo de negócio? Será que os colaboradores estão preparados e treinados adequadamente? Estão alinhados com os propósitos e comunicação pensada para o negócio?

Agora, na minha visão de coach Integral Sistêmico e designer te convido e imaginar este cenário, se é que você não está vivendo algo parecido, por onde você começaria a buscar o erro e seus ajustes? Você saberia identificar a procedência do erro? Saberia como proceder nas ações para mudar os resultados indesejados?

Em um outro exemplo, vou usar aqui um cenário bem típico e próximo da minha convivência. Imagine uma empresa que contratou um novo sistema de informática. Quando uma empresa troca seu sistema, se ela não treinar os usuários, se não compreender os processos, as rotinas e perfis comportamentais, não vai ser um novo conjunto de algoritmos que vai resolver a questão da eficiência e produtividade nas atividades de rotina da empresa.

Aprender a errar é possível, viável e não precisa onerar grandes investimentos. Cometer o erro da forma certa é justamente evitar grandes investimentos de forma inadequada.

Logo não se frustre se neste momento está difícil acolher uma abordagem mais amigável frente ao erro na sua rotina.Para gerar mudanças ao seu entorno, comece a mudança por você.

Para refletir:

• Como você se sente perante aos seus erros?

• Suas falhas?

• Perante um erro, você desiste ou aprende com o ocorrido e tenta novamente outro caminho?

• Como você registra este aprendizado?

• Falando em aprendizado, será que seus resultados indesejados não podem estar ocorrendo por você estar estudando e buscando conhecimento de forma ineficiente?

• Como líder, como você lida com o erro na sua equipe?

• Como você direciona o feedback?

• O que você faz para buscar a origem do erro de processo?

• Como você está comunicando seus sentimentos perante seus erros e o erros dos outros?

• O que você faz para mudar as coisas?

Por mais simples que sejam estas perguntas, compreender esse processo em nós mesmos em nível de percepção e comportamento faz toda a diferença para começar uma virada de chave coletiva e cultural, implementando ecossistemas fomentadores de inovação dentro das organizações. Se você é um líder ou um gestor sua responsabilidade é ainda maior.

Agora te pergunto, diante desse cenário que eu pincelei aqui e suas reflexões a respeito deste assunto, caiu alguma ficha para você? Alguma tomada de consciência? Se identificou com algo? E se não se identificou com nada, que ficha caiu para você? Que decisão você toma?

Estou compartilhando essas minhas reflexões para que eu possa compreender melhor como as pessoas estão se sentindo referente a questão do erro, de obter resultados não desejados ao tentar buscar soluções inovadoras sem eficiência. Para que eu possa então elaborar um material mais aprofundado e porque não, uma Live, Webinar ou algo parecido para auxiliar nesta questão.

Já passou ou presenciou situações onde o erro é punido severamente e evitado como se ele fosse uma força maligna? Compartilhe! Sua experiência como você se sentiu e/ou o que fez a respeito! Sua história pode ser luz,farol na vida de outra pessoa!

Obrigada pela leitura!

#design #inovação #processos #abordagemaoerro #coaching

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