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Você pode estar acorrentado na zona de conforto e nem desconfia



Quantas vezes você já iniciou e abandonou o mesmo projeto, dieta, controle financeiro ou até mesmo aquela lista de promessas da virada do ano?

Pois é. Mas isto pode mudar e o primeiro passo é compreender como isso ocorre e quando comportamentos se tornam hábitos ruins. Só assim poderemos reprogramar nossos hábitos. Considere este artigo como uma inspiração e uma dica de leitura que vai fazer sua cabeça ferver de ideias!

Os hábitos tem um enorme poder em nossas vidas. Eles podem ser o elemento chave do nosso sucesso como também trabalhar como obstáculos fervorosos para nossa estagnação. E isto vale para empresas também!

Em organizações que buscam trabalhar com inovação principalmente, alguns hábitos podem acorrentar equipes dentro da zona de conforto.

Já do ponto de vista de uma marca, entender melhor a rotina de comportamentos do seu público de interesse irá fornecer insights valiosos para se desenhar estratégias e ações de marketing. O que dirá ao lançar um novo produto ou serviço!

Isto faz sentido para você? A boa notícia é que nós podemos assumir o controle! E ainda ganhar mercado e construir valor de marca com isso.

Em O Poder do Hábito - Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, Charles Duhigg apresenta uma série de estudos de forma muito simples para que possamos compreender as estruturas que compõe os hábitos e como eles se formam. O livro é dividido em três momentos:

O primeiro é focado em como funcionam os hábitos nos indivíduos. Como eles se formam, como podemos reprogramá-los e quando estamos mais propícios à mudanças. Ao mesmo tempo em que é possível acompanhar a evolução das histórias usadas para personificar uma ideia, Duhigg apresenta métodos e dicas de grande valor para serem implementadas em nosso dia a dia.

O segundo momento aborda uma visão sobres os hábitos dentro das organizações. Neste etapa são apresentados alguns estudos de caso onde é possível perceber como um único hábito tem o poder de afetar todos os processos organizacionais de uma empresa.

Neste contexto Duhigg fala sobre hábitos angulares, que são aqueles que tem a capacidade de se ramificar para outras áreas de nossas vidas, implementando uma cultura de mudanças mais profunda.

A terceira parte é destinada para tratar dos hábitos no âmbito das sociedades, mostrando como acontece o engajamento nos movimentos sociais. O autor faz uma analise de como alguns hábitos se tornaram relevantes em alguns fatos que marcaram a nossa história, como o movimento que lutava pela Lei dos Direitos Civis, liderado por Marting Luther King.

Basicamente o livro trabalha com um argumento central de que: hábitos podem ser mudados, desde que saibamos como eles funcionam.

Partindo desta ideia, ao poucos vamos aprendendo que não é possível eliminar totalmente um hábito, mas ele pode ser criado, reprogramado ou substituído.

É bem interessante quando nos é lançada a informação (perturbadora) de que em média, 40% das nossas ações durante um dia são na verdade resultados de nossos hábitos e não necessariamente uma decisão "pensada".

William James em uma publicação datada em 1892, dizia que "Toda nossa vida, na medida em que tem forma definida, não é nada além de uma massa de hábitos." Logo é de se espantar quando começamos racionalizar que grande parte de nossas vidas está sendo controlada pelo piloto automático. Já imaginou como isso pode impactar nossa vida profissional? Assusta né?

O próprio autor cita que no momento em que temos a consciência e o entendimento de nossos hábitos nocivos, é nosso dever e responsabilidade mudá-los.

Como funcionam e se criam os hábitos

Nosso cérebro tende a converter uma sequência de ações repetitivas em uma nova rotina, que acionada com frequência é transformada em um hábito automático. Isto ocorre para que nosso cérebro possa poupar esforços e desacelerar mais facilmente nossa mente, liberando espaço para realizar e aprender novas tarefas.

Já percebeu que hoje você dirige e canta tranquilamente um música enquanto nem percebe que faz a troca de marchas? Algo que quando estamos aprendendo parece impossível, visto que todos nossos movimentos são racionalizados e pensados com antecedência apenas para não deixar o motor apagar.

Para facilitar nossa compreensão e memorização, Duhigg divide o hábito em três componentes: deixa (ou gatilho), rotina e recompensa, chamando a interação entre estes estágios de loop.

O loop do hábito começa quando somos expostos a um estímulo, ele pode ser visual, tátil, sonoro ou até mesmo emocional, nos conduzindo à uma série de atividades até obtermos a recompensa esperada.

Mas assim como rapadura é doce mais não é mole, apenas entender como um hábito funciona e quais são as pecinhas da estrutura do loop do hábito não é o suficiente, isto apenas vai permitir que você brinque com suas engrenagens.

Esta clareza te dá a vantagem de assumir o controle, revelando dados para se traçar um plano estratégico de ação.

O interessante é que estes três componentes sozinhos não são tão fortes, pois o loop do hábito precisa de uma força motriz: um anseio. O anseio (expectativa) é o responsável por tornar uma série de atividades em um hábito automático. Ou seja, a expectativa pela recompensa alimenta o loop. Veja o exemplo abaixo.


Descobrir como criar um anseio ou expectativa é o pulo do gato quando se pretende criar ou reprogramar um hábito. Profissionais de marketing são especialistas neste quesito!

O que vai tornar o desafio ainda maior, pois no ringue entram juntos os especialistas em criar hábitos em parceria de nossa traiçoeira zona de conforto. Bom, eu nunca falei que seria fácil! ;)

Portanto, para se criar ou reprogramar um hábito é importante ter claro 4 fatores:

  • Encontrar um deixa simples e óbvia;

  • Compreender a rotina de atividades;

  • Definir claramente uma recompensa;

  • Descobrir o anseio que aciona o comportamento do hábito (gerar a expectativa).

A ideia central aqui não é ajudar o autor a vender o livro, mas sim ajudar alguém a se tornar uma pessoa melhor!

Ler o livro não me tornou alguém melhor que outros, apenas me tornou melhor do que a pessoa que eu era antes de conhecê-lo! E se isso foi bom para mim, porque não seria bom para você também?

#hábitos #motivação #inspiração

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